
Serenidade, cabeça erguida, movimentação na vertical e raros erros. Essa costuma ser a rotina de Renato nos treinos e jogos do Botafogo. Aliás, desde o segundo ano de Sevilla, em 2006, ele revela que atingiu o patamar que gostaria, com a experiência e a compreensão tática adquirida por um futebol que logo seu estilo se adaptou. Não é surpresa, portanto, que o camisa 8 alvinegro lidere o quesito passes certos, seja referência em preleções e análises de outros jogadores e tenha se tornado o verdadeiro "motor" do time, decidindo quando cadenciar ou impor velocidade.
A bola rola com frequência pelo setor central do gramado, ocupado em quase 60% do tempo por Renato. Assim, a cada partida no Brasileiro do ano passado, em média 50 toques saíram de seus pés e jogadas de ataque nasciam. O índice de correção é de 87%, segundo números coletados pelo próprio clube, e se mantêm regulares nesta Taça Guanabara, assim como suas atuações. De acordo com o hoje volante, um dos responsáveis por isso é seu primeiro técnico na base.
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